Relatório & Contas 2012

Uma Rede em Evolução

Resultados

em 2012

Principais Indicadores

No exercício de 2012 o EBITDA aumentou 8,9% (+42,0M€) face a 2011, para o qual contribuíram essencialmente: i) a alteração da fórmula de remuneração dos ativos da eletricidade, excluindo terrenos (taxa que em 2011 era calculada com base na média das rendibilidades diárias das OT a 10 anos e em 2012 passou a estar indexada à cotação média diária dos Cds da República Portuguesa a 5 anos) e ii) o aumento da base média de ativos regulados (RAB).

O resultado financeiro foi de -136,0M€, refletindo um agravamento de -32,7M€ (+31,6%) face a 2011. Contudo, o bom desempenho operacional superou o agravamento dos custos de financiamento, permitindo um aumento do resultado líquido para 123,9M€(+3,3M€; +2,7%).

O Capex reduziu-se dos picos de investimento verificados nos anos anteriores (-148,4M€; -42,5%), tendo os ativos transferidos para exploração refletindo a mesma tendência (-105,9M€, -24,8%). Ainda assim, o valor médio do RAB cresceu 6,1% quando comparado com o de 2011.

A dívida líquida aumentou 201,1M€(+8,7%), atingindo os 2.512M€, e o seu custo médio subiu para 5,70%, mais 0,98 p.p. quando comparado com 2011.

Principais Indicadores (MILHÕES DE EUROS) '11 '12 VAR.%
EBITDA 472,5 514,6 8,9%
Resultado Financeiro -103,4 -136,0 31,6%
Resultado Líquido 120,6 123,9 2,7%
Resultado Líquido Recorrente 131,0 120,1 -8,3%
Capex Total 349,4 201,1 -42,5%
Transferências para Exploração(7) (A Custos Históricos) 426,5 320,6 -24,8%
RAB Médio (A Custos de Referência) 3.185,8 3.380,7 6,1%
Dívida Líquida 2.311,3 2.512,4 8,7%

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7 Inclui Aquisições diretas RAB Related.

Resultado Operacional - EBITDA

O EBITDA aumentou 42,0M€ (+8,9%) em relação a 2011, situando-se nos 514,6M€. Para esta evolução contribuíram os seguintes fatores:

  • Aumento do RAB médio em 6,1%, assim como da correspondente taxa de remuneração média (resultado da revisão do mecanismo de remuneração dos ativos da eletricidade, excluindo terrenos, e da alteração no mix de ativos, com maior peso dos ativos com prémio), que permitiram uma subida de 57,6M€ (+25,1%) na remuneração do RAB;
  • Aumento dos proveitos de recuperação de amortizações em 15,7M€ (+9,7%), em linha com o aumento do RAB;
  • Vendas e prestação de serviços de telecomunicações de 5,5M€, mais 0,6M€ em relação a 2011.

Este resultado foi, no entanto, afetado por um conjunto de fatores desfavoráveis, dos quais se destacam:

  • A redução da remuneração dos terrenos hídricos em 2,8M€ devido à redução das taxas swap interbancárias8;
  • A redução das diferenças de alisamento e efeito de neutralidade do gás, cujos proveitos passaram de 1,8M€ em 2011 para -7,5M€ em 2012, de acordo com a metodologia de alisamento definida;
  • A diminuição da contribuição dos juros de desvios tarifários que passou de 2,5M€ em 2011, referentes a desvios tarifários a receber da tarifa, para -6,5M€ em 2012, referentes a desvios a entregar à tarifa;
  • Efeito líquido da exclusão do OMIP do perímetro de consolidação da Ren, de -1,3M€;
  • A redução dos trabalhos para a própria empresa em 5,3M€ (-16,2%), acompanhando a redução no Capex e, consequentemente, do imobilizado em curso;
  • O aumento do OPEX em 5,0M€, de onde destacamos i) o aumento verificado em rubricas pass-through: limpeza das florestas (+2,6M€) e serviços de sistema e tarifa transfronteiriça (+2,3M€); e ii) o aumento verificado nos custos com pessoal (+4,1M€), que se deve fundamentalmente à reposição da situação anterior às contingências impostas pelo OE2011.
EBITDA (MILHÕES DE EUROS) '11 '12 VAR.%
1) Proveitos de Ativos 430,2 493,1 14,6%
Remuneração do RAB 229,0 286,6 25,1%
Remuneração Terrenos  12,5 9,7  -22,7% 
Renda dos Terrenos da Zona de Proteção 0,8 0,8 -7,6%
Remuneração Ativos Fim-de-Vida 7,0 7,9 13,1%
Diferenças de Alisamento e Efeito de Neutralidade (Gás) 1,8 -7,5  
Recuperação Amortizações (Líquidas de Subsídios ao Investimento) 161,6 177,3 9,7%
Amortização dos Subsídios ao Investimento 17,5 18,4 5,2%
2) Proveitos de OPEX 109,4 110,4 0,9%
3) Outros Proveitos 28,4 7,3 -74,3%
Incentivos Permitidos (Trading) 2,5 3,1 24,3%
Juros Desvios Tarifários 2,5 -6,5  
Incentivo à Disponibilidade 0,6 1,0 76,8%
Hedging 0,4 0,4 -5,4%
Vendas e Prestações de Serviço  de Telecomunicações 4,9 5,5 11,4%
Prestações de Serviço do Operador de Mercado 1,9 0,0  
Ganhos em Venda de Participações 10,3 0,0  
Outras Prestações de Serviço (Consultorias) 1,3 1,3 0,3%
Outros 4,0 2,6 -36,5%
4) TPE'S (Capitalizados no Investimento) 33,0  27,6 -16,2%
5) Gastos de Construção - Ativos Concessionados 316,3 172,9 -45,3%
OPEX 118,2 123,2 4,2%
Custo com Pessoal* 48,3 52,3 8,4%
FSE'S 52,9 57,5 8,7%
Outros Custos Operacionais 17,0 13,3 -21,6%
7) Gastos de Construção - Ativos Concessionados  316,3 172,9 -45,3%
8) Provisões 15,2 0,6 -95,8%
9) Imparidade de Dívidas a Receber 2,7 2,6 -0,2%
0) Itens Não Recorrentes  7,6 2,6 -65,1%
Provisão para Cobertura do Processo com o Amorim Energia 15,3 0,0  
Imparidade de Dívidas a Receber  2,7 2,6 -0,2%
Venda de Participações -10,3 0,0  
Ebitda (1+2+3+4+5-6-7-8-9+10) 472,5 514,6 8,9%

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*Inclui provisão de 2M€.

Resultado Liquido

Apesar do comportamento negativo do Resultado Financeiro, que, fruto do aumento da dívida líquida (+8,7%) e do custo de financiamento (subida do custo médio de 4,72% para 5,70%), se agravou em 32,7M€ (+31,6%), o Resultado Líquido aumentou 3,3M€ para 123,9M€, fruto do bom desempenho operacional.

O Resultado Líquido Recorrente (i.e. Resultado Líquido expurgado de itens não recorrentes) diminuiu 8,3% (-10,9M€).

Os itens não recorrentes considerados em 2012 e 2011 são os seguintes:

Em 2012 – i) o excesso de estimativa de imposto sobre o rendimento de -5,6M€, relativo ao reconhecimento como custo fiscal da provisão para a indemnização relativa ao processo Amorim energia; e ii) registo da provisão para imparidade de dívidas a receber no valor de 2,6M€

Em 2011 – i) reforço da provisão para o processo Amorim energia no valor de 15,3M€; ii) especialização de 3,6M€em IRC relativos ao incorreto reconhecimentoem 2008 como custo fiscal de encargos financeiros da SGPS; iii) diferencial no valor de 10,3M€ entre a valorização da participação do OMIP a custo histórico e o justo valor do ativo resultante da avaliação; e iv) registo da provisão para imparidade de dívidas a receber no valor de 2,7M€.

Resultado Líquido (MILHÕES DE EUROS) '11 '12 VAR. %
EBITDA 472,5 514,6 8,9%
Amortizações 181,8 197,4 8,6%
Resultado Financeiro -103,4 -136.0 31,6%
Imposto de Exercício 59,3 54,7 -7,8%
Resultado Líquido 120,6 123,9 2,7%
Itens Não Recorrentes 10,4 -3,8  
Provisão para Cobertura do Processo com a Amorim Energia 15,3 0,0  
Imposto S/ Rendimento de Exercícios Anteriores 3,6 -5,6  
Venda de Participações -10,3 0,0  
Imparidade de Dívidas a Receber 2,7 2,6 -0,2%
Efeito Fiscal -0,8 -0,8 0,2%
Resultado Líquido Recorrente 131,0 120,1 -8,3%

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8 Remuneração calculada com base na taxa swap interbancária de prazo mais próximo ao horizonte de amortização legal dos terrenos em causa, acrescida de 0,5%.

02. Perfil

04. Abordagem de Sustentabilidade

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