Relatório & Contas 2012

Uma Rede em Evolução

Exploração

da RNTIAT

Qualidade do Serviço

O desempenho das infraestruturas de gás natural da REN em termos de continuidade de serviço voltou a ser excelente em 2012, uma vez que não ocorreu nenhuma interrupção de serviço e todos os indicadores das características do gás natural ficaram compreendidos entre os limites definidos no Regulamento de Qualidade de Serviço (RQs).

Durante o ano de 2012 há no entanto a registar um incidente na rede de transporte em alta pressão com fuga não intencional de gás natural para a atmosfera, seguida de ignição. Este evento ocorreu em 23 de setembro e dele não resultou interrupção no fornecimento de gás natural ou quaisquer outros danos para além dos registados na tubagem.

O indicador da frequência de ocorrência de incidentes por ano por cada 1.000 quilómetros de infraestrutura de transporte em alta pressão é atualmente 0,056, tomando em consideração o tempo total de exposição da infraestrutura, e 0,157 considerando apenas os últimos cinco anos. O valor do mesmo indicador publicado pelo european gas Pipeline Incident Data Group (EGIG) para a totalidade dos tso aderentes à iniciativa é de 0,162 para o período dos últimos cinco anos.

No que diz respeito à REN Armazenagem e à REN Atlântico e relativamente aos indicadores definidos no art.o 13 do setor do gás natural, para a qualidade de serviço, estes apresentaram os seguintes valores anuais:

Indicadores gerais para a qualidade de serviço da REN Armazenagem

CUMPRIMENTO DAS NOMEAÇÕES DE EXTRAÇÃO DE GÁS NATURAL 100,0%
CUMPRIMENTO DAS NOMEAÇÕES DE INJEÇÃO DE GÁS NATURAL 99,7%
CUMPRIMENTO ENERGÉTICO DE ARMAZENAMENTO 100,0%

Notas: Cumprimento das nomeações de extração de gás natural: quociente entre o número de nomeações cumpridas e o número total de nomeações; Cumprimento das nomeações de injeção de gás natural: quociente entre o número de nomeações cumpridas e o número total de nomeações; Cumprimento energético de arma- zenamento: determinado com base no erro quadrático médio da energia extraída e injetada no armazenamento subterrâneo nomeada relativamente à energia extraída e injetada.

Indicadores gerais para a qualidade de serviço da REN Atlântico

A indisponibilidade total foi de 35 minutos, traduzindo estes valores uma disponibilidade da instalação de 99,99%.

Cumprimento do serviço Comercial (nomeações)   100,0%
Injeção de gás natural para a rede (injetado/solicitado)   99,7%
Disponibilidade da instalação 100,0%

Operação do sistema

Em 2012, as entradas de gás natural na infraestrutura explorada pela concessionária da RNTGN foram predominantemente efetuadas por Campo Maior (54%), que interliga com o gasoduto do Magrebe e abastece Portugal com gás oriundo sobretudo da Argélia, tendo a entrada proveniente da regaseificação de gás natural liquefeito no terminal de sines da REN Atlântico contribuído com 45%. tal como no ano de 2011, as entradas por Valença representaram apenas 1% do total das entradas no sistema nacional.

Em 2012, os 50 269 gWh (cerca de 4,22 bcm) transportados através da RNTGN incluíram o consumo nacional em alta pressão e a injeção de gás natural no armazenamento subterrâneo. Esta atingiu 857 GWh (cerca de 0,07 bcm), não tendo ocorrido qualquer saída de gás natural para espanha através da interligação de Valença do Minho.

A procura de gás natural em Portugal, discriminada no quadro seguinte, verificou uma diminuição de 12,8% relativamente a 2011.

    Procura de Gás Natural (GWh) Variação (%)
Segmento de mercado '11 '12  
Produção de eletricidade em regime ordinário (pero) 21.317 11.932 -44,0%
Mercado convencional RNTGN 35.480 37.480 5,6%
Mercado convencional UAG 717 771 7,5%
TOTAL 54.514 50.183 -12,8%

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O gráfico seguinte representa o peso dos diversos segmentos de mercado:

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No mercado convencional, a variação de 2011 para 2012 pode ser considerada elevada, tendo em conta não só a evolução verificada de 2010 para 2011, como também o cenário económico atual do país. O crescimento verificado foi devido ao arranque de novos pontos de consumo de gás natural abastecidos a alta pressão.

Evolução Da Procura De GN no Mercado Convencional

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No segmento de mercado da produção de energia elétrica em regime ordinário, os consumos anuais variam de acordo com a potência térmica instalada, com o regime hidrológico presente, com a competitividade do carvão e do gás natural no contexto do mercado ibérico e com o contributo da produção de energia elétrica em regime especial. Assim, relativamente ao regime hidrológico, registe-se que o índice de produtibilidade hidroeléctrica se cifrou para 2012 em 0,94. No que toca à PRE, a energia eólica continua a ter um peso significativo, registando-se um acréscimo de potência instalada de 1,4% face ao final de 2011. A conjugação destes fatores contribuiu para a elevada redução (44,0%) de consumo de gás natural neste setor, como se encontra evidenciado na figura seguinte:

Evolução Da Procura De GN Pro

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Devido à redução registada em 2012 na procura de energia elétrica, bem como ao incremento das importações de energia elétrica e à competitividade do carvão face ao gás natural, que influenciaram os baixos consumos de gás especialmente nos meses de abril e maio, a procura deste segmento teve a seguinte evolução ao longo do ano:

Procura De GN para Produção De Energia Elétrica em Regime Ordinário em 2012

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Operação do Terminal de LNG de Sines

Relativamente à atividade de exploração, o Terminal de GNL recebeu, em 2012, um total de 33 navios (27 descargas, cinco operações de arrefecimento e uma operação de carga), correspondentes a um total de energia descarregada de 23,9 TWh e emitiu para a rede 22,4 TWh. neste mesmo período, foram carregadas 2 568 cisternas (2550 para o mercado nacional e 18 para exportação), correspondentes a um total de energia de 777 GWh (771 GWh para o mercado nacional e 6 GWh para exportação).

A empresa realizou sete auditorias, todas com resultados positivos, sendo três no âmbito da diretiva SEVESO, duas no âmbito da verificação do sistema integrado de gestão da qualidade, ambiente, segurança e saúde do trabalho, uma auditoria interna relativa ao Código ISPSE uma no âmbito do contrato de concessão da APS.

Foi realizado um simulacro, com participação de entidades externas, que testou a capacidade de resposta da REN Atlântico e demais entidades envolvidas no âmbito da proteção da instalação (ISPS) e segurança (PEI-SEVESO).

imagem Sines
Terminal GNL - Armazenagem

Operação da REN Armazenagem

Na globalidade, em 2012 foram extraídos 631 GWh e injetados 708 GWh de gás natural nas cavernas da REN Armazenagem, com consumos na ordem dos 7 GWh. Ao nível da utilização das instalações de superfície, a movimentação total de gás natural cifrou-se em 1.653 GWH, repartidos em 796 GWh de extração e 857 gWh de injeção, com 9 GWH de auto-consumo.

No final do ano, e comparativamente com a situação verificada no final de 2011, observou-se o seguinte balanço de quantidades armazenadas:

Existência de Gás Natural na REN Armazenagem (GWh)*

A 31 de dezembro de (GWh) A 31 de dezembro de (GWh) Variação (ENERGIA)
'11 '12  
1.439 1.509 5%

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* Os valores indicados não inlcuem o cushion gas

Nível médio diário de existências de gás natural na REN armazenagem (GWh)*

    Variação (ENERGIA)
'11 '12 '11/'12
1.377 1.429 3,8%

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*Os valores indicados não incluem o cushion gas

As quantidades armazenadas no final de 2012 representam um acréscimo de 5% relativamente às registadas no final do ano transato, enquanto a utilização da infraestrutura, medida em termos de valor de existência física média diária ao longo do ano, sofreu uma variação positiva de 2011 para 2012 de 3,8%.

A 31 de dezembro de 2012, as caraterísticas nominais de capacidades das três cavidades da REN Armazenagem em operação apresentavam os seguintes valores:

Capacidade das Infraestruturas

  '11 '12
Capacidade Máxima 1.659 1.659
Capacidade Máxima efetiva após restrições técnicas 1.483 1.483
Capacidade Comercialmente disponível 1.403 1.403
Gás técnico (Cushion Gas) 1.591 1.591

Download Tabela

Nota: Cushion gas: volume de gás imobilizado para garantir a pressão de estabilidade estrutural das cavidades. Capacidade máxima: capacidade máxima, deduzido o valor do respetivo cushion gas; Capacidade máxima efetiva após restrições técnicas: capacidade máxima deduzida do valor das restrições técnicas de utilização das cavidades; Capacidade comercialmente disponível: capacidade máxima efetiva após restrições técnicas subtraída da capacidade atribuída ao gestor técnico global do SNGN para reservas operacionais.

02. Perfil

04. Abordagem de Sustentabilidade

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